domingo, 16 de setembro de 2012

Cruel.
Única característica entre a raiva e o cálculo racional, minha última alternativa.
Um misto de sinceridade e verdade, como isso pode soar tão cruel, dos meus lábios para teus ouvidos.Infames!

Orgulho.
Espero apenas que meus atos sejam perdoados. Pecador redimido?
Uma tragédia a parte, isto é apenas um rascunho...poderei rabiscar o quanto quiser e quando puder? Reescrever as linhas já gastas?

Fim.
O processo se complicou e isto está sem ritmo.
Torturar aquilo que está errado em uma tentativa de tornar certo.
Mas me lembrarei bem da tentativa, e mais ainda do erro.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um dia qualquer

Sem palavras. A dor da angústia é a única que promove o que tenho a dizer.
Mesmo assim, ela nunca é escutada, nem vista, por mais que eu tente transmitir com meus olhos.
O caos de minha consciência não me permite adormecer no mar dourado de anos atrás.
Máquinas criadas, destinadas a ser algo, algo que não sou... ou talvez eu apenas esteja na contramão...
Quando o dever e o querer se contradizem, o que se escolhe? Não existe instrução para isso, independente das relevâncias.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Inverno

Como explicar algo que apenas acontece?

Sem esperar, sem retroceder, sem progredir.

Com pressa. Sem pressa. Estamos todos correndo.










                                                                                                                                                pintura: J.P.A. Renoir

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mais um, com sentimento...

Nesta postagem, caro leitor fantasma, você não encontrará uma imagem...Me cabe pedir te que imagine algo em sua mente, neste breve instante que ler e suspirar, respire...apenas respire.

Tudo é uma questão de exposição...
Exponha o que você é, ou não...Exponha suas roupas pelas ruas, seu sorriso, seu olhar.
Exponha o que pensa na internet, expor.
Será isso tudo necessário para que outros nos descubra?

Inevitavelmente, prefiro aquele olhar perdido, aquele sorriso da lembrança...
As roupas de ultima hora usadas durante o percurso apressado.

Como podes pensar que a exposição faz de ti o que é?
Se o acaso nos condena, e se ele mesmo nos presenteia.
O de repente, nos move, guia e persegue.
Faz de mim prisoneiro da espera.

Viva, corra, fuja se necessário... Mas sinta intensamente, sem programação.


sábado, 5 de novembro de 2011

É como flutuar...


Eu me sinto tão cansada, que pareço desaparecer.
Quando meu caos interno se desfragmenta, parece como o mar calmo e sereno que se mantém até pouco tempo antes da tempestade.
Respostas e perguntas surgem numa velocidade espantosa, felizmente, tenho a compreensão ao lado, como uma amiga companheira e consoladora.

O branco da parede impressiona quando temos como contraste os sentimentos que cultivamos, ou aqueles sentimentos que são moribundos ateístas: não se sabe o que está por vir, amedrontados, recolhidos, rejeitados...

Recolhida aqui, após tanto tentar fugir, agora eu tento deixar de lado e não me importar com o que o amanhã trará.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Caros leitores fantasmas,


Primavera florescerá, em breve.

Apenas,


Sinto me triste, entorpecida por dúvidas que consomem.
Seu vácuo de atitudes preenche todos os espaços vazios.

Se quiseres me ver, eu correrei.
Se quiseres qualquer coisa...

....e tudo. Como não pode sentir o mesmo?
Não sou, mas sou.
Estátua de Mármore
Presa no tempo, presa no espaço.

Imobilidade convém aos que esperam.

-Sou espirito livre, mas para onde vou?